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Sons, Histórias e Valores

  • Foto do escritor: Portal de Publicações  DSA
    Portal de Publicações DSA
  • 7 de jul.
  • 2 min de leitura
Professora e três crianças em roda, tocando violão numa sala de aula colorida; clima alegre e educativo.

A influência dos conteúdos das várias mídias sobre as crianças.


É inevitável: a mídia ocupa grande parte da nossa vida. Seria uma ilusão pensar que isso também não seja verdade quando se trata das crianças. Aliás, elas podem passar muito mais tempo sob a influência dos diversos conteúdosaudiovisuais do que gostaríamos.


Sendo assim, sempre é válida a discussão sobre este fato, considerando, especialmente, a perspectiva do desenvolvimento e formação infantil. As crianças vão continuar expostas às telas e ao que a internet

proporciona? Sim. Mesmo que tentemos negar, sabemos que isso não vai mudar e nem deveria, pois faz parte da geração e crescimento a inclusão sócio-histórica da qual as mídias atuais fazem parte.


Então, como equilibrar a realidade com o ideal? Pais e educadores, apesar de toda demanda que já têm, devem agir como moderadores dos conteúdos acessados pelas crianças. Talvez esta seja uma das

responsabilidades mais urgentes desta época.


Ditando padrões


Tudo aquilo a que nos expomos com frequência tende a ditar aspectos do nosso comportamento. Os roteiros, as narrativas, a publicidade – tudo é intencional. Dito isso, quando a mídia passa pela intercessão dos tutores,

privilegiando conteúdos educativos, de saúde ou de entretenimento adequado à fixa etária, por exemplo, pode haver ganho na aprendizagem geral.


No entanto, o uso excessivo sem filtros, ou supervisão, além de manter a criança numa condição de sedentarismo, pode acarretar atrasos na fala, ansiedade, exposição precoce a conteúdos não recomendados para a fase e estímulo ao materialismo.


Mídia e desenvolvimento infantil


  • Aprendizagem: conteúdos interativos educativos podem ser ferramentas pedagógicas e de socialização. Contudo, devem estar alinhados às *diretrizes de qualidade.

  • Comportamento: redes sociais e influenciadores reforçam estereótipos. Isso pode influenciar na formação da identidade, autoimagem e autoestima da criança, comprometendo como interagem e brincam no dia a dia.

  • Consumo: a publicidade infantil utiliza estímulos visuais e personagens para atrair a criança, tornando-a um comprador em potencial.


*Conheça as diretrizes sobre o uso seguro de dispositivos digitais em Guia de Uso de Telas da Secretaria de Comunicação Social.


Ágatha Lemos

Jornalista e Mestre em Ciência


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